| A Janela Entreaberta | Sinopse | Resenha de Fernando Rocha |
Editora Nova Era (Record) ISBN: 85-01-04862-3 206 páginas
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A Janela Entreaberta é um livro de suspense calcado em fenômenos sobrenaturais. Lucia, a personagem principal, uma jovem de 22 anos sedutora e impetuosa, começa depois de um acidente a descobrir ser portadora de uma clarividência latente assustadora: em algumas situações ela é capaz de ver o espírito dos mortos. No início Lucia fica curiosa e passa mesmo a procurar desenvolver seu dom, mas a partir de um certo ponto ela percebe que a vida dos clarividentes não é exatamente fácil. Paralelamente, ela vai descobrindo também que um sonho recorrente, que tinha desde criança, tem um significado muito importante e que a sua vida anterior ainda influencia muito seus pensamentos.
Leia um conto sobre sonhos:
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O autor de "O Brilho dos
Pássaros" nos brinda com mais uma obra belíssima. Aqui ele cria uma
história aproveitando uma personagem do livro anterior, o que nos mostra sua
sensibilidade para lidar com o feminino. Como o livro é escrito na primeira
pessoa, Lúcia, a personagem principal, se mostra um "alter ego" do
autor.
A narrativa é ágil e prende a nossa atenção desde o início -- aliás, toda a aventura vivida por Lucia começa a partir de um sonho recorrente, um sonho que se repete desde que ela era criança. Este sonho é o fio condutor do enredo, muito bem criado e muito bem trabalhado. É uma pena que os bons livros nacionais não tenham o destaque devido na grande mídia. Carlos Luz tem muito talento e se continuar a produzir obras tão profundas vai conseguir ser reconhecido pelo grande público. Fazemos aqui a nossa parte. Os dois livros deste jovem autor brasileiro merecem um destaque maior. Recomendamos: compre e/ou dê de presente. Você vai se encantar com a história e vai aprender muito sobre o mundo espiritual. |
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Alguns trechos |
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"...antes que eu mesma percebesse já havia atravessado a parede do quarto e flutuava lentamente, descendo em direção à grama sem o menor medo de cair. Havia crianças brincando no jardim, mas para mim parecia que brincavam em câmera lenta. Foi quando reparei como a natureza estava exuberante, com as cores muito vivas. O verde que dominava o ambiente era de um vigor assustador, incandescente, a paisagem parecia de um outro planeta. Fui aos poucos percebendo também uma vibração forte, contínua, estranha, como se houvesse alguém me vigiando o tempo todo, sem que eu pudesse evitar. Era como passar a sentir de repente a própria presença de Deus. O plano astral era um lugar intenso, estranho, amedrontador." "Quando o rapaz acabou de fumar jogou a ponta do seu cigarro por cima da mureta, precipício abaixo. No mesmo instante o homem atravessou a mesa, atravessou também a mureta e desceu flutuando pelo precipício! Imediatamente congelei e comecei a tremer e a ofegar. Será que eu estava tendo outra alucinação? Cheguei a pensar em levantar um pouco e olhar lá para baixo, mas logo o homem apareceu de novo, voando, e foi pousar perto do casal de fumantes. Ele agora parecia mais nervoso e tentava pegar o maço de cigarros que estava largado em cima da mesa, mas não conseguia, sua mão atravessava tudo que tocava. A cara dele era de desespero total e eu estava apavorada, mas tentava disfarçar de todo jeito; não podia ficar olhando para ele, não queria que ele descobrisse que eu conseguia vê-lo!" |
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